A volta do som de Seattle
Tanto o Pearl Jam quanto o Alice in Chains foram meros coadjuvantes do Nirvana quando o grunge estourou na primeira metade da década passada, quase 20 anos depois eles revitalizaram o som de Seattle e lançam álbuns excepcionais.
Black gives way to blue mostra um Alice in Chains reformulado, maduro, mas com cara de Alice in Chains. Enquanto o Pearl Jam apresenta em Backspacer uma formula nova e funcional para reparar o (fraco) album homônimo lançado em 2006.
O grupo de Jerry Cantrell teve um trabalho árduo após a perda de Layne Staley em 2002, a banda encontrou em Willian DuVall uma substituição que se encaixava ao seu perfil, o resultado foi mais que satisfatório. Com a nova formação, o Alice in Chains lança um disco sujo, pesado, melódico e coeso, que lembra bastante o clássico Dirt de 1992.
All secrets know, Check my brain, Last of my kind, Take her out e a faixa título são musicas pra registrar este disco como o retorno triunfal de uma das maiores bandas dos anos 90.
Mantendo o nível de qualidade dos conterrâneos, o Pearl Jam lança Backspacer. Que logo na introdução em Gonna see my friend, já temos uma visão do disco excelente que vem aí, mantendo o espírito da banda, o álbum alterna momentos cheios de energia e belas baladas como Just Breathe, uma música bem Eddie Vedder que não vai demorar a ser trilha sonora de algum drama hollywoodiano. Resto do trabalho impecável, meu destaque é a faixa Got Some, a meu ver, a melhor musica do Pearl Jam nesta década.
São trabalhos assim que criam uma expectativa de 3,4 anos para um lançamento de um trabalho e as duas maiores bandas de Seattle ativas não decepcionaram. Agora é esperar o agendamento de um show no Brasil para que os fãs brasileiros tenham o prazer de conferir duas de nossas maiores bandas contemporâneas.
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Garota infernal
Jennifer’s Body, 2009 – U.S.A. – Karyn Kusama
Garota infernal é aquele tipo de filme de terror que não bota medo, mas impressiona. É bem produzido, tem um roteiro legal e ao contrário do que se lê por aí, não é só Megan Fox.
A história rola em um ginásio escolar, onde as amigas Jennifer (Fox) e Needy (Amanda Seyfried) têm suas vidas transformadas em um show de rock onde tudo deu errado. Jennifer começa a se envolver com a banda (fictícia) Low Shoulder, atração da noite e a partir daí, seu comportamento muda radicalmente e pessoas começam a morrer.
Clichê? Sim. O que não impede o filme de ser repleto de bons momentos, que na sua maioria envolvem Megan Fox e suas provocações. Porém, também revelam a excelente Amanda Seyfried (que já havia se destacado por Mamma Mia), que rouba a cena com uma briga logo nos primeiros momentos do filme.
Não é o longa do ano, mas Diablo Cody (ex-stripper que embarcou na produção de filmes e já até faturou oscar com Juno) cumpre aquilo que promete. Traz uma Megan Fox que parece estar interpretando a ela mesma e cenas de discreta sensualidade por sua parte, sujeira, suspense e um final que foge ao padrão.
A meu ver, pecado mesmo só a tradução do nome do filme para o português. Garota infernal é uma excelente opção para seu fim de semana, e vale cada centavo do bilhete.
“Through the trees” trilha sonora que embala o filme aqui, fotos e outros comentários no omelete e um post recente do viajando na contramão sobre Megan Fox aqui.
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Uh! Foxey lady!
Este fim de semana, o viajando na contramão volta os olhos para Megan Fox.
O país está correndo para os cinemas para assistir Garota Infernal, seu primeiro papel como protagonista. Mas poucos querem ver o filme, todos querem ver Megan Fox, linda, absoluta, suprema, de dar inveja na menina do Crossfox.
Megan não pode ser comparada a Audrey Hepburn, Ingrid Bergman, Sharon Stone e nem Angelina Jolie, Megan Fox é Megan Fox e ponto final. Ela não é a melhor atriz do mundo, inclusive, passa longe disso, é necessário algum esforço pra lembrar o nome da personagem dela em Transformers. A postura dela é maior que qualquer interpretação.
Mas é fácil descobrir por quê. Fox é charmosa, sensual e tem personalidade. É, personalidade, nada de “desbocada” como a gente lê em outros artigos. Ela fala o que tem vontade de fazer, e se faria ou não, não nos importa, ela dá a entender que faria e isso é bacana.
Megan é mais que um rostinho bonito nas telonas, ela impressiona, tem um baita sex appeal e sabe disso. E é essa confiança que a diferencia de Jolie, Monroe, Stone, Bergman… Ela sabe que qualquer homem no mundo se mataria pra passar uma noite com ela e que toda mulher quer imitá-la.
Acredito que ninguém duvida disso. Pense numa qualidade que você deseja em uma mulher, Megan tem ela transbordando. É uma baita mulher apaixonante.
O certo é que hoje assistirei à “Garota infernal”, e dormirei pensando na minha musa. Segunda-feira tem review do filme aqui, até lá!
Mais sobre Megan Fox? o Forastieri escreveu muito bem sobre ela. E na Rolling Stone especial de 3º aniversário você encontra algumas páginas dedicadas à Deusa.
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Download é legal
Downloads de mp3 pela web são polêmica há muito tempo. Muitos músicos têm se manifestado acerca disso nos últimos meses, e ao que tudo indica, o tráfico de músicas online tem um futuro incerto.
Há algum tempo, quando o Radiohead lançou “In Rainbows” seu último álbum, a banda inovou no conceito de vender discos, o fã acessava o site da banda e pagava o preço que achasse justo pela mídia. Agora, eles fazem moda de novo, Thom Yorke e compania decidiram aposentar de vez os discos, e disponibilizarão todos os seus novos trabalhos em sua página oficial. Falando nisso, já tem uma que você pode conferir aqui.
Mas ao mesmo tempo em que gente apoia a atitude dos britânicos, como David Gilmour e alguns músicos brasileiros como Edgard Scandurra e Tico Santa Cruz, há também quem atire pedras. Lily Allen que visitou o Brasil recentemente chutou o balde em seu blog sobre como o download de músicas prejudica o artista. Elton John é a favor de desconectar todos os que usam a rede para baixar mp3. E o caso mais famoso, o processo que o Metallica abriu contra o Napster e tem repercussão até hoje.
Toda esta confusão, recentemente culminou no fim do Pirate Bay, página mais famosa de distribuição de arquivos na internet. Quanto ao resto da rede, servidores de arquivos online como o 4shared, rapidshare e o megaupload têm vários de seus arquivos deletados todos os dias.
Comecei a usar a web em 1999, e naquela época, os downloads de músicas, vídeos e games já eram bastante comuns (claro que não com a velocidade e a facilidade que temos hoje). Primeiro veio o napster, depois o KaZaA, hoje temos o BitTorrent e os servidores online divulgados por meio de blogs e redes sociais. E se acabarem com estes últimos, com certeza um sucessor virá, não importa o que aconteça.
Se houver planejamento e trabalho em cima da legalização de downloads, pode ser benéfico tanto para o músico quanto para o fã. Aí falta sensibilidade tanto dos artistas, quanto das gravadoras, compro discos porque gosto e acredito que também há quem continuará comprando mesmo com a legalização do download, afinal ter um disco em arquivos digitais, não é a mesma coisa que ter o encarte em mãos, quem é fã sabe o que estou falando. Mas se a industria fonográfica quiser continuar vivendo só de discos terá que fazer algo em relação aos preços e taxas, porque do jeito que está, não dá.
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Distrito 9
District 9, USA- South Africa, 2009, Neill Blomkamp
Original, genial e verdadeiro, faço das palavras de Carlos Merigo do Brainstorm #9 as minhas para definir Distrito 9.
Escrito e dirigido pelo sul-africano Neill Blomkamp (estreante no cinema, já trabalhou em comerciais da Citroen, Nike e na equipe de efeitos especiais de Smallville) e produzido por Peter Jackson (O senhor dos anéis, talvez seja este o motivo da fotografia impecável), o longa que começou a ser filmado em 2008 é um sci-fi bem diferente dos que estamos acostumados.
Há 20 anos, uma nave extraterrestre deu pane sobre a cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Desde então os “camarões” se instalaram em uma favela (acreditem,uma verdadeira favela) e tem tentado convivência pacífica com os humanos.
Filmado em tom de documentário, o orçamento da produção é de 30 milhões de dólares, um valor pequeno para os padrões atuais*, nada que comprometa a qualidade do longa.
Pra quem curte sci-fi e muito tiroteio Distrito 9 é um excelente motivo para sair do aconchego do lar e fazer uma visita ao cinema. Em novembro, o filme já deve estar nos cinemas de todo o Brasil. Aguardem e criem expectativa, porque vale a pena!
Abaixo segue um promo da excelente campanha do filme realizada nos Estados Unidos, que pede sua ligação caso aviste um alien por aí.

Mais no site oficial.
Nota de rodapé:
*Para vocês terem uma ideia o orçamento do remake de Guerra dos Mundos, em 2005 foi US$128 milhões e a produção de 2012 girou em torno dos US$200 milhões.
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Paramore – Brand new eyes
Muita expectativa foi criada em cima do novo álbum do Paramore e muito pouco foi o resultado.
Não se empolguem com a bela arte da capa e a excelente estréia de Brand new eyes nas paradas. Lançado dia 29 de setembro, o disco reflete os problemas que a banda enfrentou durante as gravações. Hayley Willians e compania não mostram mais a harmonia vista outrora nos ótimos “All We Know is Falling” e “Riot!” que os consagraram como ídolos teen.
O empolgante riff da introdução de “Careful”, canção que abre o disco, passa uma impressão muito falsa da canção chata que vem pela frente. Depois disso temos o ponto alto do disco nos poucos momentos de inspiração dos compositores, o primeiro single do álbum, “Ignorance”, “Playing God” e “Brick by Boring Brick”, a melhor faixa da obra.
Aí a casa começa a cair, as musicas não empolgam mais, os refrões são bem medíocres e nos é apresentada uma tentativa pífia de balada com “The Only Exception”, sem o brilho das antigas “When it Rains” e “We Are Broken”.
Defino este disco como um desvio no caminho do Paramore, que talvez tenha tentado amadurecer antes da hora. A banda é bastante talentosa, mas Brand New Eyes definitivamente é um disco que vai passar batido.
Para complementar, leia esta matéria no Cifraclub.

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Deixem os meninos jogarem
Jimmy Page, Jack White, Nick Mason e Bill Wyman. O que eles têm em comum além de serem lendários ícones do rock? Os quatro são contra games como o Guitar Hero e o Rockband.
As opiniões dos músicos se encontram em uma mesma acusação, os jogos têm impedido as crianças de aprender a tocar instrumentos de verdade. Nas palavras de Wyman “Eles encorajam as crianças a não aprender, esse é o problema. Isso faz com que menos pessoas realmente sentem numa cadeira e comecem a aprender o instrumento. Por isso eu realmente não gostei dessa ideia”.
Tudo bem, é verdade que existe muita criança que se restringe apenas aos games, mas será que os jogos realmente impedem o aprendizado de um instrumento real? Acredito que para as crianças que realmente querem aprender a tocar guitarra, baixo, bateria, trompete, o que seja, o Guitar Hero é apenas um trampolim para que o garoto se empolgue e procure aprender a fazer música.
Para Jack White procurar aprender um instrumento através de um jogo é triste. Mas aí é que ele se confunde, já que mesmo por meio de um jogo, o contato é maior com a música que com o aparelho.
Guitar Hero e Rockband são para o lazer com amigos e família, eles permitem que os jovens que não sabem tocar nem galinha se divirtam e se sintam em cima de um palco tocando suas canções favoritas. Senhores Page, White, Mason e Wyman sou fã de vocês, mas agora os quatro pisaram na bola.
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Business twitter?
O twitter deixou de ser promessa e se tornou realidade há muito tempo. Hoje, mais que divertir, entreter e informar, a página também é ferramenta de trabalho. Mais que isso, é uma chance única de fazer a manutenção do contato empresa/público.
Ingressei na vida de twitteiro dia 16 de fevereiro de 2009, desde então o número de usuários da rede de microbloging tem crescido desenfreadamente, pra vocês terem uma ideia, dentro de 2 meses o aumento foi de 300%. No serviço foi descoberto um jeito moderno de vender o peixe, recentemente vi n’O Globo uma matéria sobre uma padaria em Londres que alerta via-twitter quando saem pães quentes (confira aqui), e hoje mesmo descobri que uma padaria carioca comprou a ideia e tem feito o mesmo por seus clientes (veja aqui), a rede tem aproximado políticos, mídias, e celebridades em geral do povo. O que cria um vínculo entre os usuários, uma proximidade antes inimaginável que é o grande trunfo do site.
A possibilidade de contato proporciona tanto a crítica quanto o elogio, pode ser que algum dia o twitter venha a substituir os (chatíssimos) call-centers, por exemplo. Feedback este que se faz necessário no mercado atual, para fortalecer o marketing de marcas dos mais diversos segmentos, não apenas de jornais, revistas ou mesmo padarias. Sua mensagem está ali e o público também, se o tiro for certeiro, a aceitação será inevitável.
Tem uma canção que diz que “o artista vai onde o povo está”, acredito que esta frase sintetiza o twitter, o público está ali e está esperando novidades, por que não levar a informação até eles? Esta é a integração da internet, para muitos é maravilhosa, para outros é detestável, mas é uma grande oportunidade para todos.
#ficadica
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Bastardos Inglórios
Inglorious Bastards, 2009 USA – Quentin Tarantino
Bastardos Inglórios é o novo filme do cineasta Quentin Tarantino, famoso pelas cenas sujas e cheias de violência. Quem comprou o bilhete do cinema esperando ver um filme com a cara de Tarantino, saiu mais que satisfeito.
A história do longa acontece na França da segunda grande guerra, onde duas tramas distintas se desenrolam. A primeira envolve Shoshanna Dreyfus (Mélanie Laurent), jovem judia que após testemunhar o fuzilamento de sua família sob as mãos do coronel Hans Landa (Christoph Waltz), vai morar com a tia, de quem herda um cinema. A segunda história gira em torno do Tenente Aldo Raine (intrepretado por Brad Pitt, que parece ter sido a escolha perfeita) líder de um grupo de judeus responsável pela morte de um alto número de nazistas. A partir daí temos uma das melhores histórias de vingança e sangue do cinema nesta década.
Trilha sonora, fotografia, diálogos, violência e tudo o que te lembrar Quentin Tarantino estarão neste filme (só pra constar, as cenas de sexo estão bem mais controladas), que a meu ver é seu melhor trabalho desde Pulp Fiction. O roteiro empolga, a recriação da França dominada pelo regime nazista foi brilhante e as atuações de Mélanie Laurent e Diane Kruger estão de altíssimo nível. Quem tiver a oportunidade de assistir à essa obra, não deixe escapar!
“Seremos cruéis com os nazistas, e através de nossa crueldade eles saberão quem somos.”
- Tenente Aldo Raine
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Fitz & the Tantrums
Bandas bacanas surgem a todo momento ao redor do mundo, lançando centenas (e porque não milhares?) de músicas por mês, mas vem da California os responsáveis pelo melhor single do ano. Fitz & the Tantrums é uma banda bem exótica, mas acima de tudo bastante original, já que reúne elementos do soul e do indie-rock inglês, como você pode ver no videoclip de Winds of Change, aí em baixo:
Bacana né? No myspace da banda, você encontra outros vídeos além do download grátis de um pacote de músicas. E na last.fm você pode baixar a faixa Breakin’ the Chains of Love.
Aproveita aí!
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